Análises Cínicas











{Abril 17, 2008}   Uma pergunta

Milhares de portugueses sofrem de impotência sexual, diz-nos um anúncio recente que podemos ver nas televisões… Para eles existe agora esperança, diz-nos o mesmo anúncio! Acho muito bem, até aqui tudo correcto. Mas a minha pergunta é: E para todos os outros que não sofrem dessa doença? Existe esperança? É que penso que penam bastante todos os que não sofrem de impotência sexual e que, querendo dar uso ao corpo, encontram tantas resistências por parte do sexo oposto (se fôr o caso disso).



Angola, de repente, tornou-se um objectivo apetecível para governos e empresas de todo o mundo. Existe todo um país a reconstruir receptivo à entrada das mais variadas empresas, o que os empresários seguramente agradecem. No entanto, se não tivesse outros, Angola teria pelo menos dois grandes problemas a resolver: minas terrestres e estropiados de guerra.
Em relação às minas terrestres pouco vale a pena dizer. Todos compreendem a gravidade de elas lá estarem e as dificuldades que isso traz a um país em processo de reconstrução. Em relação aos estropiados de guerra, vítimas dessas minas ou vitimados por uma outra circunstância qualquer, são um problema para o Governo angolano, mais que não seja pelo que cada um desses indivíduos, incapacitados na maioria dos casos para o trabalho, custa por ano ao Estado.
Pois bem, tenho cá uma ideia: organizem-se excursões! Sim, excursões! Estou certo que esses estropiados, que têm vivido existências precárias e difíceis, agradeceriam que o Governo se lembrasse deles patrocinando-lhes excursões por esse imenso e belo país que é Angola. E, como quem não quer a coisa mas quer, levem esses milhares de estropiados a piqueniques no campo… Imaginem, milhares de pessoas em alegria passeando pelos matos e picadas, felizes da vida, desminando terrenos à sua passagem e deixando de ser um fardo para esse grande país que tanto se tem batido pelos direitos humanos. Resolviam-se, talvez, dois problemas de uma só vez…



{Abril 17, 2008}   Aviso importante

Se neste preciso instante está em horário de trabalho e chegou até aqui significa que anda a meter o nariz onde não deve! Por favor dê meia volta, saia deste blog e de todos os outros que não lhe dizem respeito, e vá fazer aquilo para que o seu patrão lhe paga – TRABALHAR! Pessoas como vocês não são aqui bem vindas. Queremos gente que em horário de trabalho faça aquilo para que lhes pagam engrandecendo (o que se avizinha ser) o futuro deste glorioso Portugal. Estamos fartos de inúteis! Pode, no entanto, passar aqui as restantes horas do seu dia (diga aos amigos, especialmente às gajas).
Caso seja patrão de si mesmo ignore este comentário e coce-os o dia inteiro lendo as parvoíces que aqui formos escrevendo…



{Abril 17, 2008}   Oportunidades de negócio

Numa altura em que se vive uma crise (económica e social) que promete piorar, toda a gente se queixa e poucos tomam consciência das oportunidades que isso trás. Há uns tempos atrás propus uma sociedade a um amigo: Alugávamos um camião e íamos fazer uns périplos por países muçulmanos a vender bandeiras da Dinamarca! Com a saída que elas têm (como produto de primeira necessidade e de consumo imediato) tenho a certeza que em pouco tempo ficávamos ricos. Podíamos até aproveitar e aumentar as margens de lucro vendendo também bandeiras norte-americanas (já notámos que nesses países estas são um produto que nunca passa de moda). E a clientela tenho a certeza que ficaria satisfeita, pois uma coisa é queimar uma bandeira de boa qualidade (até os cabelos se eriçavam de orgulho), e outra completamente diferente é queimar bandeiras de merda feitas de cartão e nada fidedignas.

(Este post foi escrito por altura da polémica com a caricatura de Maomé)



et cetera